“Cidades Sustentáveis” – no Brasil e no Mundo

Cidades Sustentáveis no Mundo

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Sete Lagoas, Minas Gerais, Brasil

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Sete Lagoas, Minas Gerais, Brasil

Cidade Sustentavel Vancouver

Cidade Sustentável: Vancouver, Canadá

Cidade Sustentavel Portland Oregon

Cidade Sustentável: Portland, Estados Unidos

Cidade Sustentavel Curitiba31

Cidade Sustentável: Curitiba, Brasil

Cidade Sustentavel Malmo

Cidade Sustentável: Malmo, Suécia

Cidade Sustentavel Reykjavik

Cidade Sustentável: Reykjavik, Islândia

Curso de Mestrado em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais

O Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais lançou o Edital para Curso de Mestrado em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais. O curso de mestrado em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais enfatiza a aplicação do instrumental do geoprocessamento, sensoriamento remoto e modelagem computacional para o estudo de sistemas ambientais – sistemas com expressão territorial sob uma visão integrada das inter-relações entre seus componentes socioeconômicos, políticos, culturais e naturais – meios físico e biótico.

IGC UFMG

Sob o comitê de Ciências Ambientais da CAPES, o mestrado em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais abre oportunidades para graduados em diversos campos do saber, como no exemplo de ecólogos, engenheiros ambientais, analistas de sistema, matemáticos computacionais, estatísticos, geógrafos, geólogos, arquitetos, biólogos e muitos outros mais profissionais; todos candidatos a se tornarem analistas e/ou modeladores de sistemas ambientais.

Portanto, como objetivo, o mestrado busca formar profissionais capacitados para análise espacial e modelagem de sistemas, incluindo aí a concepção e solução de uma série de métodos analíticos e de simulação orientados à avaliação qualitativa e quantitativa de complexos temas ambientais em escalas local, regional e global, ou seja, um profissional

As inscrições estarão abertas no período de 12 de setembro a 04 de novembro de 2016, para a seleção de candidatos ao curso de MESTRADO (Edital de Seleção Nº 001/2016 – Mestrado 2017). O curso terá início no primeiro semestre de 2017.

Saiba mais: outras informações poderão ser obtidas no Site www.igc.ufmg.br

O Conceito de Sustentabilidade e o Programa Cidades Sustentáveis

O Conceito de Desenvolvimento Sustentável

Traduzido e adaptado por Lairson Couto, de ‘Sustainable Development’ – Susan Baker – 2016

Nas últimas décadas fala-se muito em Desenvolvimento Sustentável, bem como Sustentabilidade e Meio Ambiente, em diferentes campos e setores da sociedade. Esses conceitos vêm evoluindo e incluindo novos paradigmas com as descobertas científicas e o desenvolvimento tecnológico, político e social das nações. Esses paradigmas incluem o aquecimento global, as mudanças climáticas, o surgimento de novas economias como os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e principalmente com o desenvolvimento econômico da China.

As preocupações com a sustentabilidade podem ser rastreadas, de volta ao passado, até Malthus (1766-1834) e William Stanley Jevons (1835-1882), ambos preocupavam com a escassez de recursos, especialmente face ao crescimento da população (Malthus) e a escassez de energia (carvão, Jevons). Mais recentemente, a década de 1950 viu tanto Fairfield Osborn (Osborn, 1948, 1953) como Samuel Ordway (Ordway, 1953) levantarem preocupações sobre limites ao crescimento, especialmente devido ao aumento da poluição, a perda de espécies e declínio em recursos naturais. Não foi até os anos 1960 e os de 1970, no entanto, que um segmento significativo da opinião pública expressou inquietação com a escassez de recursos e os padrões insustentáveis de uso. Essas décadas também foram marcadas pela intensificação da ansiedade sobre o meio ambiente, em especial os riscos para a saúde causados pela poluição industrial. Isso levou, por sua vez, para o avanço de críticas ambientais ao modelo de desenvolvimento convencional, orientado para o crescimento econômico promovido no período pós-guerra. Inicialmente, essas preocupações levaram alguns a chamar de estratégias de crescimento zero, especialmente após a publicação de Meadows et al. (1972).

Saiba mais: veja o artigo completo na seção ‘Artigos’ desse Site.

O Programa Cidades Sustentáveis – Apresentação

Fonte: Site – www.cidadessustentaveis.org.br/institucional

Segundo dados da Organizações das Nações Unidas (ONU), entre 2007 e 2050, o número de habitantes nas cidades do planeta terá um aumento de 3,1 bilhões de pessoas. Esta migração trará consigo uma carga cada vez maior sobre a infraestrutura, os serviços governamentais, os recursos naturais, o clima e muitos outros aspectos fundamentais para a qualidade de vida nas áreas urbanas.

Na América Latina, 75% da população vive em áreas urbanas, o que, em números absolutos, se traduz em 375 milhões dos 500 milhões de habitantes da região. Deste total, 120 milhões vivem abaixo da linha de pobreza. Muitos desafios enfrentados hoje pela América Latina irão se repetir, em escala ainda maior, na África e na Ásia nos próximos anos. É possível que as soluções latino-americanas aplicadas para enfrentar tais desafios possam ser reproduzidas. O índice de urbanização brasileira foi o maior em toda a América Latina, entre 1970 e 2010. Hoje 86,53% da população brasileira é urbana!

O Brasil, nas últimas décadas, apresentou alta taxa de crescimento populacional e sofreu processo de urbanização acelerada, principalmente a partir dos anos 60 do século XX. A quantidade de cidades criadas se multiplicou e já chegou ao universo de mais de cinco mil e 500 prefeituras em todo o País, sendo a maior parte delas criadas nos últimos 30 anos.

Neste cenário, cada vez mais aumenta a consciência de que não é possível à humanidade permanecer com o atual modelo de desenvolvimento. Temos de criar a transição para um desenvolvimento sustentável, que integre as dimensões social, ambiental e ética, baseado em uma economia que seja includente, verde e responsável.

Não há melhor lugar para exercitar essa agenda do que os centros urbanos. É nas cidades que ocorre o consumo da quase totalidade dos produtos e serviços que utilizam materiais e recursos provenientes do meio ambiente. A desigualdade nas cidades está na origem de todos os problemas que afetam a qualidade de vida da população. Implementar ações para diminuir a desigualdade e ocupar todo o território com equipamentos e serviços públicos de qualidade deve ser a prioridade da sociedade e dos gestores.

E é justamente neste contexto, para sair da teoria à prática, que foi criado o Programa Cidades Sustentáveis (PCS), que reúne uma série de ferramentas que vão contribuir para que governos e sociedade civil promovam o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros.

Uma realização da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos, o programa oferece uma plataforma que funciona como uma agenda para a sustentabilidade, incorporando de maneira integrada as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural e abordando as diferentes áreas da gestão pública em 12 eixos temáticos. A cada um deles estão associados indicadores, casos exemplares e referências nacionais e internacionais de excelência. Estamos diante da oportunidade de criar um novo padrão de relação dos cidadãos com a política, os candidatos assumindo compromissos concretos e os cidadãos acompanhando os resultados desses compromissos.

O Conceito de Sustentabilidade e o Programa Cidades Sustentáveis

Ao analisarmos os conceitos acima definidos conclui-se que eles estão intimamente interligados e os gestores públicos e a população deve trabalhar para a sua convergência na busca da melhoria da qualidade de vida e do bem estar, associados à sustentabilidade ambiental.

O Programa Cidades Sustentáveis – Histórico

Fonte: Site – www.cidadessustentaveis.org.br/institucional

A Rede Nossa São Paulo e a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis lançam a Plataforma Cidades Sustentáveis, um cardápio de experiências de sustentabilidade bem-sucedidas já implantadas em municípios de várias partes do mundo. O objetivo era que as práticas servissem de referência e inspiração para gestores e candidatos às eleições majoritárias.

A Rede Nossa São Paulo, a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e o Instituto Ethos lançam em 2011 o Programa Cidades Sustentáveis, incorporando a Plataforma desenvolvida ao longo de 2010.

Com foco nas eleições municipais de 2012, o Programa inovou ao apresentar ferramentas importantes para o engajamento dos candidatos e o acompanhamento da sociedade civil. de 2010, no planejamento de políticas públicas e programas de governo.

Além da plataforma, também foi lançada uma carta-compromisso aos candidatos ao governo do Estado e ao Senado Federal, para uma gestão pública voltada ao desenvolvimento justo e sustentável nas cidades, a partir dos exemplos relatados na publicação e no site.

A iniciativa contou com o apoio da Fundação Avina, além da parceria e patrocínio de diversas organizações e empresas.
Em 2012, durante o período pré-eleitoral, centenas de encontros foram realizados nas mais diversas regiões do País, envolvendo candidatos às prefeituras brasileiras de todos os partidos políticos. Parcerias foram firmadas com organizações e organismos nacionais e internacionais, além do apoio de dezenas de empresas privadas.

A partir de 2013 a mobilização continuou de forma que prefeitos e prefeitas de todo o País e partidos políticos vem confirmando seu engajamento com o desenvolvimento sustentável assinando a carta-compromisso.

Plataforma Cidades Sustentáveis

Fonte: Site – www.cidadessustentaveis.org.br/institucional

A Plataforma Cidades Sustentáveis é uma ferramenta para:

– Assumir esses desafios e aceitar as responsabilidades;

– Elaborar políticas públicas para a sustentabilidade;

– Traduzir a perspectiva comum para um futuro sustentável em metas concretas de sustentabilidade e em ações integradas nos níveis locais, regionais e nacional;

– Selecionar prioridades apropriadas às realidades e necessidades locais e regionais, que deverão ter em atenção o respectivo impacto global;

– Promover processos locais e regionais participativos, no sentido de identificar metas específicas e horizontes temporais para monitorar os resultados alcançados.

Eixos da Plataforma Cidades Sustentáveis

Os eixos da plataforma consideram a participação da comunidade local na tomada de decisões, a economia urbana preservando os recursos naturais, a equidade social, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial e a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes.

Governança

Fortalecer os processos de decisão com a promoção dos instrumentos da democracia participativa.

Bens Naturais Comuns

Assumir plenamente as responsabilidades para proteger, preservar e assegurar o acesso equilibrado aos bens naturais comuns.

Equidade, Justiça Social e Cultura da Paz

Promover comunidades inclusivas e solidárias.

Gestão Local para a Sustentabilidade

Implementar uma gestão eficiente que envolva as etapas de planejamento, execução e avaliação.

Planejamento e Desenho Urbano

Reconhecer o papel estratégico do planejamento e do desenho urbano na abordagem das questões ambientais, sociais, econômicas, culturais e da saúde, para benefício de todos.

Cultura para a Sustentabilidade

Desenvolver políticas culturais que respeitem e valorizem a diversidade cultural, o pluralismo e a defesa do patrimônio natural, construído e imaterial, ao mesmo tempo em que…

Educação para a Sustentabilidade e Qualidade de Vida

Integrar na educação formal e não formal valores e habilidades para um modo de vida sustentável e saudável.

Economia Local, Dinâmica, Criativa e Sustentável

Apoiar e criar as condições para uma economia local dinâmica e criativa, que garanta o acesso ao emprego sem prejudicar o ambiente.

Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida

Adotar e proporcionar o uso responsável e eficiente dos recursos e incentivar um padrão de produção e consumo sustentáveis.

Melhor Mobilidade, Menos Tráfego

Promover a mobilidade sustentável, reconhecendo a interdependência entre os transportes, a saúde, o ambiente e o direito à cidade.

Ação Local para a Saúde

Proteger e promover a saúde e o bem-estar dos nossos cidadãos.

Do Local para o Global

Assumir as responsabilidades globais pela paz, justiça, equidade, desenvolvimento sustentável, proteção ao clima e à biodiversidade.

UNESCO Declara Pampulha Patrimônio Cultural da Humanidade

O Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte, foi oficialmente declarado neste domingo (17), em Istambul, na Turquia, o 13º sítio do país considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Se considerados também os bens naturais considerados pela Unesco, a Pampulha passa a ser o 20º bem brasileiro inscrito na lista do patrimônio mundial.

A conquista do título foi aprovada após o referendo dos representantes de 21 países que participaram da 40ª reunião do Comitê de Cultura da Unesco na madrugada deste domingo (17), após ser adiada por 24 horas por causa da tentativa de golpe de Estado no país.

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Conjunto Histórico e Cultural da Pampulha, Belo Horizonte. Fonte: Carlos Eduardo Cherem

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Conjunto Histórico e Cultural da Pampulha, Belo Horizonte. Fonte: Carlos Eduardo Cherem

Saiba mais: veja matéria completa publicada na UOL , por Carlos Eduardo Cherem, em 17/07/2016.

 

Governo Federal lança programa para Revitalização do São Francisco

O Governo Federal tem sérias dúvidas se o Rio São Francisco terá água suficiente para abastecer os canais da Transposição que levarão água ao Nordeste Setentrional. O Programa da Transposição de água do rio São Francisco foi lançado pelo Governo Federal há mais de dez anos e as obras estão sendo concluídas.  Já foram investidos quase dez bilhões de reais na Transposição do São Francisco pelo Governo Federal nesse período. Entretanto, muito pouco foi realizado em termos do Programa de Revitalização dessa importante Bacia Hidrográfica. O estado de Minas Gerais contribui com aproximadamente 70% da água do São Francisco. Em segundo lugar vem o estado da Bahia. Os outros estados que fazem parte da bacia como Pernambuco, Alagoas e Sergipe contribuem com uma parcela muito pequena para a vazão do São Francisco. Minas Gerais e Bahia lutaram muito pela revitalização da bacia durante a campanha da Transposição e continuam lutando. Finalmente o Governo Federal reconheceu a necessidade de investir na Revitalização do Rio São Francisco e na sua Bacia Hidrográfica.

Batizado de Novo Chico, conforme antecipou o “Painel” da Folha, o programa visa concluir obras de saneamento nas cidades da bacia do rio, desassorear o leito e recuperar mananciais, entre outras intervenções. Estão previstos nesse programa recursos da ordem de dez bilhões de reais até o ano de 2026, ou seja, um bilhão de reais por ano, nos próximos dez anos. Esse valor deverá ser acrescido por outros programas, como intervenções em projetos de dragagem e investimento pelos estados da Bacia.

Batizado de Novo Chico, conforme antecipou o “Painel” da Folha, o programa visa concluir obras de saneamento nas cidades da bacia do rio, desassorear o leito e recuperar mananciais, entre outras intervenções. Estão previstos nesse programa recursos da ordem de dez bilhões de reais até o ano de 2026, ou seja, um bilhão de reais por ano, nos próximos dez anos. Esse valor deverá ser acrescido por outros programas, como intervenções em projetos de dragagem e investimento pelos estados da Bacia.

Como serão distribuídos os recursos do novo Programa – Velho Chico

  • Recuperação de nascentes e áreas degradadas; modernização de agricultura irrigada e programas de aquicultura – R$6,7 bilhões de reais
  • Conclusão de projetos de saneamento (124) – R$2,2 bilhões de reais
  • Gestão e fiscalização ambiental; recuperação de unidades de conservação; educação socioambiental – R$650 milhões de reais. 
  • Outros programas – R$450 milhões de reais

 Saiba mais: veja matéria completa no artigo “Novo Programa para o Rio São Francisco custará mais de R$10 bilhões de reais”, Fonte Painel da Folha/UOL (17/07/2016).

 

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Semana Rio das Velhas – FESTIVELHAS

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) está realizando a Semana do Rio das Velhas. Este ano o Encontro está sendo realizado nos municípios de Curvelo e Morro de Garça, em reconhecimento à importância dos valores regionais presentes no Médio e Baixo Rio das Velhas, bem como representando o esforço do Comitê em descentralizar a gestão dos recursos hídricos e estar mais próximo dos subcomitês.

Semana Rio das Velhas

Veja programação e matéria completa no Site do CBH Velhas: www.cbhvelhas.org.br

Participaram do Encontro representantes das 23 Unidades Técnicas Territoriais – UTE’s da bacia hidrográfica do rio das Velhas e de seus respectivos Subcomitês.  Portanto, cobrindo todo o territórios dessa Bacia, de Ouro Preto a Barra do Guaicuí. O Subcomitê do ribeirão Jequitibá esteve muito bem representado: Lairson Couto, professor do UNIFEMM (coordenador geral) Celênia Tavares, pela Câmara Municipal de Sete Lagoas (coordenadora), Valter Matrangolo, pesquisador da Embrapa (membro titular e coordenador-substituto), Robson Dias M. Júnior, Secretário de Meio Ambiente de Jequitibá (membro titular) e Sílvio de Castro Fonseca, representante do IEF (membro titular)

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A reunião foi aberta pelo Dr. Marcus Vinicius Polignano, Presidente do CBH Velhas

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No primeiro dia os representantes dos Subcomitês e das UTE’s fizeram uma exposição sobre as principais realizações e demandas em cada uma de suas sub-bacias.

 

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Rio das Velhas próximo à ponte na MG 238, Jequitibá, MG. (13/07/2016)

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Margem do Rio das Velhas, próximo à ponte na MG 238, Jequitibá, MG. (13/07/2016)

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Professor Lairson Couto, Coordenador Geral do Sub-comitê do Jequitibá (rio das Velhas, 13/07/2016)

FESTIVELHAS em Morro da Garça

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A Semana que está se encerrando contou com a programação de três importantes eventos: o VI Encontro de Subcomitês que aconteceu nos dias 14 e 15 de julho, em Curvelo; o Seminário Saneamento e Saúde que está acontecendo hoje, dia 16 de julho, em Morro da Garça e o FestiVelhas entre os dias 15 e 17 de julho, também em Morro da Garça, com a presença de Prefeitos daquela região.

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Abertura do FESTIVELHAS em Morro da Garça, MG (Fonte: CBH Velhas/Comunicação)

Com manifestações culturais representativas de toda região de abrangência da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, recheadas de causos, estórias, música, oficinas e ritmos diversos, teve início, na última sexta-feira (15) a 6ª edição do FestiVelhas, no município de Morro da Garça (MG). O evento que seguiu até o último domingo (17) foi realizado pelo Projeto Manuelzão dentro da programação oficial da Semana do Rio das Velhas.

Saiba mais: veja a cobertura completa no site do CBH Velhas (www.cbhvelhas.org.br)

 

Monitoramento da Qualidade da Água na Bacia do Ribeirão Jequitibá

O projeto “Monitoramento da Qualidade da Água do Ribeirão Jequitibá e Principais Afluentes” coordenado pelo Professor Lairson Couto do UNIFEMM em parceria com a AMBEV e a WWF – Brasil encerra nesta semana a primeira Campanha de coleta de amostras de água em 32 pontos desta bacia, sendo 8 no leito do Ribeirão Jequitibá e os outros 24 pontos em 8 afluentes desse ribeirão a saber: Macuco, Matadouro, Paiol, Tropeiro, Diogo, Forquilha, Saco da Vida e Aguada. O principal objetivo desse projeto é diagnosticar e monitorar a qualidade da água nesses cursos d’água durante um ano em quatro campanhas trimestrais, alcançando períodos seco e chuvoso. As análises dos nove parâmetros que compõem o Índice de Qualidade de Água – IQA estão sendo realizadas no Laboratório de Química do UNIFEMM, supervisionado pela professora Janine França.

Pontos Projeto de Monitoramento da Qualidade das Aguas do Ribeirao Jequitiba

Sub-bacia do Ribeirão Jequitibá, afluente do rio das velhas

A Sub-bacia do ribeirão Jequitibá  abrange parte do território dos seguintes municípios: Capim Branco, Sete Lagoas, Prudente de Morais, Funilândia e Jequitibá

Encerramento da primeira Campanha do Monitoramento da Qualidade da Água no Jequitibá

No dia 13 de julho foi encerrada a coleta de amostras de água na primeira campanha do projeto “Monitoramento da Qualidade”. O Projeto prevê a realização de quatro campanhas trimestrais em 32 pontos de coleta. sendo oito no ribeirão Jequitibá e vinte e quatro pontos em oito dos seus principais afluentes. As amostras coletadas nessa campanha, num total de 96 sub-amostras  foram encaminhadas para o Laboratório de Química do UNIFEMM e do Laboratório AKVOS em Belo Horizonte. Serão analisadas em cada sub-amostra nove parâmetros que fazem parte do Índice de Qualidade de Água – IQA.

Coleta no ponto JEQ 08 no ribeirão Jequitibá no local denominado Fazenda da Mônica

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Ponte sobre o ribeirão  Jequitibá, Fazenda da Mônica (13/07/2016)

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Ribeirão Jequitibá com sua vegetação ciliar, próximo à ponte da estrada que leva à Fazenda da Mônica (13/07/2016)

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Ribeirão Jequitibá com sua vegetação ciliar, próximo à ponte da estrada que leva à Fazenda da Mônica (13/07/2016)

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Coleta da água no ribeirão Jequitibá, de cima da ponte, ponto JEQ 08, utilizando balde e corda (13/07/2016)

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Amostra da água coletada no ribeirão Jequitibá, de cima da ponte, ponto JEQ 08 (13/07/2016)

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Professor Lairson Couto, Coordenador do Projeto, durante a coleta de água (13/07/2016)

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Acondicionamento da  água no frasco pelo Estagiário do curso de Eng. Ambiental  Jamir (13/07/2016)

Coleta de água no ponto JEQ 07 no ribeirão Jequitibá, estrada Núcleo João Pinheiro

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Ponte no ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal na localidade de João Pinheiro/Sede (13/07/2016)

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Vegetação ciliar no ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal na localidade de João Pinheiro/Sede (13/07/2016)

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Coleta no ponto JEQ 07 do ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal, utilizando balde e corda (13/07/2016)

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Coleta no  ponto JEQ 07 do ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal, utilizando balde e corda (13/07/2016)

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Amostra de água coletada no  ponto JEQ 07 do ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal,  (13/07/2016)

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Professor Lairson Couto, do UNIFEMM, Coordenador do Projeto, acondicionando a amostra (13/07/2016)

Coleta de água no ponto JEQ 06 no ribeirão Jequitibá, na captação p/uso industrial

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Vista geral do local de coleta no ribeirão Jequitibá, JEQ 06 (13/07/2016)

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Ribeirão Jequitibá em ponto à jusante da coleta, JEQ 06 (13/07/2016)

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Coleta no  ponto JEQ 06 do ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal, utilizando balde e corda (13/07/2016)

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Amostra de água coletada no  ponto JEQ 06 do ribeirão Jequitibá, em estrada vicinal,  (13/07/2016)

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Acondicionamento da  água no frasco pelo Estagiário do curso de Eng. Ambiental  Jamir (13/07/2016)

 

Cidades Sustentáveis – A Carta de Aalborg, Dinamarca

Carta de Aalborg, Dinamarca

Em 1994, na cidade dinamarquesa de Aalborg foi realizada uma Conferência Europeia para discutir a sustentabilidade de cidades e vilas. Nessa conferência, foi lançada a Campanha Europeia das Cidades e Vilas Sustentáveis (CECVS), onde foi aprovada o documento base da campanha, denominado de “Carta de Aalborg”. 

Essa Campanha procura incentivar a reflexão sobre a sustentabilidade do ambiente urbano, o intercâmbio de experiências, a difusão das melhores práticas ao nível local e o desenvolvimento de recomendações que visem influenciar as políticas ao nível da União Europeia e ao nível local.

A Carta de Ålborg representa um compromisso político para com os objetivos do desenvolvimento sustentável, podendo destacar-se os seguintes:

– participação da comunidade local e obtenção de consensos

– economia urbana (conservação do capital natural)

– equidade social

– correto ordenamento do território

– mobilidade urbana

– clima mundial

– conservação da natureza
 

A Conferência das Cidades e os Eixos da Plataforma de Cidades Sustentáveis

No dia primeiro de julho deste ano a Prefeitura de Sete Lagoas realizou a 6Conferência Nacional das Cidades – Etapa Municipal. Essa conferência teve como tema A Função Social da Cidade e da Propriedade” e como lema “Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas”.

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Portanto, ao compararmos o “Tema” e o “Lema” da Conferência das Cidades com os eixos da plataforma do programa “Cidades Sustentáveis”, descrito abaixo, percebe-se que existe uma perfeita sintonia entre essas duas propostas.

Eixos da Plataforma Cidades Sustentáveis – Estudo de Caso

Os Eixos da plataforma “Cidades Sustentáveis” consideram a participação da comunidade local na tomada de decisões, a economia urbana preservando os recursos naturais, a equidade social, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial e a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes.

  • Governança
  • Bens Naturais Comuns
  • Equidade, Justiça Social e Cultura de Paz
  • Gestão Local para a Sustentabilidade
  • Planejamento e Desenho Urbano
  • Cultura para Sustentabilidade
  • Educação para Sustentabilidade e Qualidade de Vida
  • Economia Local, Dinâmica, Criativa e Sustentável
  • Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida
  • Melhor Mobilidade, Menor Tráfego
  • Ação Local para a Saúde
  • Do Local para o Global

Essas proposições constituíram o tema do Programa Cidades Sustentáveis em encontro realizado em Bragança Paulista – SP.

Pode ser até utópico querer alcançar todos esses eixos em poucos anos, como por exemplo, um mandato de quatro anos de um prefeito. Entretanto, essas proposições e essa discussão estão sendo colocadas num momento muito propício que antecede uma eleição municipal. Nossos candidatos a Prefeito e Vereadores deveriam fazer uma reflexão em cima desses paradígmas ao elaborarem suas proposta e planos de governo.

 

Conceito de Desenvolvimento Sustentável – Cidades Sustentáveis

Nas últimas décadas fala-se muito em Desenvolvimento Sustentável, bem como Sustentabilidade e Meio Ambiente, em diferentes campos e setores da sociedade. Esses conceitos vêm evoluindo e incluindo novos paradigmas com as descobertas científicas e o desenvolvimento tecnológico, político e social das nações. Esses paradigmas incluem o aquecimento global, as mudanças climáticas, o surgimento de novas economias como os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e principalmente com o desenvolvimento econômico da China.

Fonte: ‘Sustainable Development’ – Susan Baker –  London, 2016

Saiba mais:

Veja o artigo completo na seção “artigos” neste site

Esse artigo explora o conceito de desenvolvimento sustentável, prestando particular atenção à conceituação de Brundtland porque ele alcançou o status de atualização. Um número crescente de organizações e agências internacionais subscreve a pelo menos alguns e com frequência a maioria ou todos, os objetivos e princípios incorporados na abordagem Brundtland (Lafferty and Meadowcroft, 2000). O artigo começa resumidamente delineando as origens históricas do conceito de desenvolvimento sustentável antes de examinar a formulação Brundtland em detalhe. Isto é seguido por uma discussão de como o conceito evoluiu desde o engajamento original Brundtland. Uma escada do desenvolvimento sustentável é utilizada para organizar essas diferentes interpretações e relacioná-las com políticas imperativas específicas. Os princípios normativos fundamentais que estão associados com o conceito são em seguida discutidos. Também é dada atenção à rejeição do conceito por certos teóricos verdes e ativistas ambientais. Finalmente, a relação entre a modernização ecológica e o desenvolvimento sustentável é discutida, até porque a literatura muitas vezes assume que os termos são sinônimos.

 

6ª Conferência Nacional das Cidades – Etapa Municipal – Sete Lagoas

No dia 1º de julho deste ano foi realizada a 6ª Conferência Nacional das Cidades, Etapa Municipal – Sete Lagoas.

O evento ocorreu no Auditório do UNIFEMM, Sete Lagoas, com a presença do Senhor Prefeito Municipal Márcio Reinaldo Dias Moreira e de outras autoridades municipais.

A 6ª Conferência Nacional das Cidades – Etapa Municipal definiu como Texto de Referência:“A Função Social da Cidade e da Propriedade, Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas”

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Na foto o Professor Lairson Couto  e o Doutor José Osvaldo Lasmar, Pesquisador da Fundação João Pinheiro. O Dr. Lasmar foi o palestrante principal do evento e discorreu de forma brilhante sobre os temas propostos pela Comissão Preparatória, no bloco abaixo. Os dois são velhos conhecidos e tiveram uma destacada atuação com parceria na elaboração e aprovação do Plano Diretor Participativo de Sete Lagoas, em 2006, e que até hoje está em vigor.

Propostas apresentadas pela Comissão Preparatória:

Proposta 1:
Assentamentos informais e Habitações de Interesse Social – Formas de fomentar a criação de novas moradias
em sintonia com o crescimento e desenvolvimento urbano ordenado da cidade

Proposta 2 :

Espaços Públicos e Mobilidade – Espaços públicos de qualidade para a construção de uma cidade para as pessoas.
Desenvolvimento de ações para melhoria da mobilidade urbana e acessibilidade

Proposta 3:

Desenvolvimento Econômico – A expansão da cidade utilizando como premissa o desenvolvimento sustentável e
o respeito ao Meio Ambiente

Proposta 4:

Gestão Democrática – A participação social na construção de cidades democráticas, sustentáveis e inclusivas

Proposta 5:

Justiça Social na Apropriação da Cidade – A segurança pública como fator para a construção de cidades socialmente justas.